segunda-feira, 23 de julho de 2018

Pra não perder Bruno e PSDB, Armando poderá apoiar Alckmin para presidente

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Bruno deflagrou polêmica, mas parte da executiva estadual vê problemas na candidatura própria

As movimentações do deputado federal e presidente estadual do PSDB, Bruno Araújo, que retirou sua indicação para uma possível candidatura ao Senado na coligação Pernambuco quer Mudar para o seu partido, pode acelerar uma aproximação do pré-candidato e senador, Armando Monteiro Neto (PTB), para o palanque do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB). O cenário, que até a última sexta-feira (20) parecia estável, entrou num período de instabilidade depois que Bruno Araújo abriu - em nota emitida na madrugada do sábado (21) - , inclusive, a possibilidade para uma candidatura tucana ao governo estadual.
No domingo (22), a executiva estadual do PSDB esteve reunida para traçar os rumos seguindo as orientações da executiva nacional e deve ter novo encontro até o final desta semana. Os tucanos pernambucanos estariam divididos, o que colocaria em xeque a viabilidade da proposta de candidatura própria. O vereador e pré-candidato a deputado federal pelo PSDB, André Régis, lembra que a “carta de Bruno (Araújo) foi em caráter pessoal e causou uma necessidade de reavaliação do processo”. “Não houve rompimento com a coligação. Todas as avaliações serão feitas, obrigatoriamente, até o final de semana. A questão das chapas proporcionais é um cálculo individual de cada um”, avisou.
A articulação de Bruno Araújo daria palanque ao projeto nacional do PSDB, mas, por outro lado, poderia inviabilizar as amarrações feitas desde o ano passado para as composições das chapas proporcionais, tanto para deputados estaduais quanto para federais. Teriam influenciado o posicionamento de Bruno Araújo, a aderên­cia do “centrão” à pré-candidatura de Alckmin ao Palácio do Planalto, assim como a associação histórica de Armando Monteiro Neto ao projeto petista de lançar o ex-presidente Lula – preso desde 7 de abril - na corrida presidencial. Armando Monteiro ponderou ainda na semana passada que votaria em Lula, mas caso o ex-presidente não fosse o candidato apoiaria, em tese, Geraldo Alckmin.
Já o deputado federal Betinho Gomes (PSDB) acha que a proposta de candidatura própria do seu partido está ganhando corpo. “É um processo de amadurecimento que avançou razoavelmente e este caminho deve ser considerado, podendo se concretizar com as forças da oposição. Não fechamos as portas”, disse.Caso Armando Monteiro siga o caminho de antecipar seu apoio na direção de Geraldo Alckmin, restariam apenas dois palanques ao invés de três que declarariam apoio integral a Lula: do governador Paulo Câmara (PSB) e da vereadora recifense Marília Arraes (PT). Fato que, de certa forma, mudaria o quadro das eleições dentro do Estado. Aliado da oposição, o deputado federal Daniel Coelho (PPS) foi mais ponderado. “É um processo harmômico de alinhamento com prefeitos e vereadores. No campo nacional existe o apoio do DEM e PTB também”, observou.
Informações do Blog da Folha de Pernambuco

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