segunda-feira, 2 de julho de 2018

Bruno Araújo no Senado pode ser o fato novo na eleição

No exercício do seu terceiro mandato como deputado federal, Bruno Araújo ascendeu ao ministério das Cidades após o impeachment de Dilma Rousseff e chegada de Michel Temer ao Palácio do Planalto. Até deixar a pasta no final de 2017, Bruno consolidou-se como a principal liderança do PSDB de Pernambuco, tanto que acabou assumindo a presidência estadual da sigla.
Desde a construção do palanque oposicionista que Bruno Araújo era lembrado para integrar a chapa majoritária, sobretudo pelo seu excelente trânsito entre prefeitos de todo o estado. Os prefeitos do PSDB possuem verdadeira admiração por ele, e sempre quiseram que ele estivesse na disputa majoritária, uma vez que ele sempre disputou cargos proporcionais e acreditavam que este seria o momento de entrar no jogo com vistas ao Senado.
O processo envolvendo o seu nome no Supremo Tribunal Federal foi arquivado na semana passada, ele era um óbice para que Bruno integrasse a chapa majoritária, devido a uma decisão conjunta de que quem estivesse respondendo a processos não integraria a chapa oposicionista. Após o arquivamento, o seu nome voltou a ganhar força para a disputa pelo Senado.
Tucanos avaliam que a disputa está completamente aberta, pois acreditam que Jarbas Vasconcelos dificilmente terá a legenda do MDB para a disputa devido o imbróglio jurídico envolvendo o comando do partido, uma vez que mesmo que decida candidatar-se ao Senado, passará a campanha toda no risco de ter seus votos anulados. No caso de Humberto Costa, ainda há um risco de o PT lançar Marília Arraes, o que faria o senador optar por uma candidatura a deputado federal. Então, isso acaba favorecendo a entrada do tucano no páreo.
O PSDB também não tem um nome natural para a vice de Armando Monteiro, pois Guilherme Coelho é visto como alguém que pouco agregaria ao projeto liderado pelo petebista, então caberia aos tucanos voltar ao jogo de senador com Bruno Araújo, sobretudo após a sinalização de André Ferreira de que entrar na disputa para o Senado na chapa oposicionista não seria algo exigido pelo deputado estadual. André poderá ser candidato a deputado federal e apoiar tranquilamente o segundo nome da chapa que seria Bruno.
Caso o tucano entre no páreo, e está sendo muito pressionado a isso, teremos um quadro bastante diferenciado, uma vez que os principais partidos oposicionistas estarão contemplados na majoritária com nomes com envergadura para o posto. A entrada de Bruno no jogo também tem o indicativo de que ele, Armando e Mendonça estarão confiantes na vitória oposicionista em outubro, e abriria a vaga de vice para um novo partido que esteja chegando para a oposição ou ser ocupada por algum nome de envergadura no conjunto de forças que já estão sustentando o projeto de Armando Monteiro.
Informações Blog do Edmar Lyra

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