sexta-feira, 6 de abril de 2018

EXCLUSIVO – Alessandra Vieira e outras quatro pessoas recebem absolvição total no conhecido “escândalo do jumento”

A Justiça Eleitoral decidiu absolver totalmente a primeira dama de Santa Cruz do Capibaribe, Alessandra Vieira (PSDB), do processo que respondia por compra de votos no episódio que ficou conhecido por “escândalo do jumento”, relacionado a fatos apurados na eleição de 2008.
A ação eleitoral corrida desde 2016, quando o Ministério Público denunciou o caso após sete anos de investigações. Além de Alessandra, respondiam as acusações a ex-chefe de gabinete Áurea Priscila Ferreira, e os militantes José Inaldo Ramos Gonçalves (Pedro Ramos), Marciel Carneiro da Silva e Renato Severino Júnior.
Em novembro de 2017 o juiz Flávio Krok Franco absolveu parcialmente os acusados entendendo não haver o conjunto de provas necessárias para amparar os aspectos penais da denúncia. Após a decisão, o MPPE entendeu por ser “incabível o benefício da suspensão condicional do processo” pedindo “o prosseguimento do processo com o julgamento completo do mérito”.
Em decisão publicada nesta sexta-feira (06), o juiz Vanilson Guimarães de Santana Junior jugou a parte cível eleitoral do processo, completando o julgamento do mérito, e decidiu absolver todos os acusados, por entender não haver provas suficiente para a condenação.

Edson Vieira

Por ter foro privilegiado, o prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Edson Vieira, foi denunciado pela Procuradoria Regional Eleitoral em Pernambuco ao Tribunal Regional Eleitoral, mas a denúncia não prosperou porque os membros da Corte entenderam que não foi apresentado o conjunto de provas necessárias para justificar o prosseguimento da ação penal por crime eleitoral.

Relembre o caso
No período eleitoral de 2008, durante a execução de um mandado de busca e apreensão no local onde funcionava o comitê do candidato, foi encontrado um caderno que servia para registrar nomes, endereços e necessidades apontadas pelos eleitores. A partir de informações supostamente coletadas pela esposa do prefeito e outro cabo eleitoral, Renato Severino Gonçalves Júnior, era possível estipular a quantidade de votos garantidos para a eleição, dizia a denúncia.
Segundo o MPF, o caderno continha anotações como, por exemplo, “1000 tijolos, 3 sacos de cimentos, 8 votos”; “um trabalho após de ser eleito”; “já falou com Edson – 1000 tijolos”, comprovando o fato de que as notas eram organizadas de modo a permitir o acompanhamento do atendimento das solicitações dos eleitores, tudo com o intuito de angariar votos para Edson de Souza Vieira”, afirmava a denúncia.
Entre as anotações havia uma promessa de doação de um jumento, daí surgiu o nome do escândalo à época.

Informações Blog do Ney Lima

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