sábado, 3 de março de 2018

Uma chapa atípica na reeleição de Paulo Câmara

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Quem minimamente acompanha a política pernambucana tem a nítida dimensão de que Jarbas Vasconcelos e Humberto Costa são como água e óleo, e não se misturam, pois sempre estiveram em campos opostos trocando farpas sobre os mais variados temas. É importante salientar que a aliança entre Jarbas e Eduardo Campos não se insere no mesmo contexto, uma vez que eles marchavam juntos, romperam, e depois voltaram a se entender, diferentemente da relação entre Jarbas e os petistas, que sempre foi de muito ódio.
Durante o governo Jarbas, ele foi obrigado entre 2001 e 2006 a fazer parcerias administrativas com João Paulo, e acabaram encontrando um entendimento. Hoje são amigos de longas datas e poderão figurar a mesma chapa majoritária disputando as duas vagas de senador na chapa de reeleição do governador Paulo Câmara.
Caso se confirme a aliança do governador com o PT e a colocação de Jarbas na majoritária ao lado de João Paulo ou Humberto Costa, estaremos diante de um fato jamais visto em Pernambuco, que seria o abraço de jarbistas e e petistas defendendo o mesmo projeto eleitoral e político no estado. Será minimamente estranho ver Jarbas e Humberto Costa no mesmo palanque, não se sabe com será o comportamento do eleitor de ambos, sobretudo o petista que é completamente avesso ao que representa Jarbas Vasconcelos.
Além do mais, o governador está montando uma chapa essencialmente metropolitana, não alinhavando a presença de um candidato do sertão pelo menos na vice para contrapor a oposição. Por esses e outros fatores, a chapa que terá Paulo Câmara, João Paulo e Jarbas Vasconcelos, é tida por especialistas da política como algo que será incapaz de conquistar eleitores indecisos, pois poderá se tornar um verdadeiro samba do crioulo doido para convencer o eleitor a escolher pela chapa completa.
Informações Edmar Lyra

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