quinta-feira, 29 de março de 2018

Bolsonaro diz que Lula tornou país um galinheiro e agora colhe os ovos

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O deputado Jair Bolsonaro (PSL) atravessou sem pôr os pés no chão os 70 passos que separam a porta do saguão de desembarque do aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais (PR), da rua onde estava estacionado o caminhão de som dos seus simpatizantes. Os cerca de 200 apoiadores do presidenciável o carregaram nos ombros aos gritos de "mito" e "presidente".

Bolsonaro não falou com a imprensa. Fez apenas um breve discurso em cima do veículo, onde atacou o ex-presidente Lula, reivindicou o direito do cidadão de andar armado e pediu votoimpresso na eleição de outubro. Vestiu uma faixa presidencial.
Ele fez menção aos ataques sofridos pela caravana do ex-presidente Lula, atingida por ovos, pedras e tiros.
"Lula quis transformar o Brasil num galinheiro. Agora está colhendo os ovos", disse. Ele não falou diretamente sobre os tiros disparados contra dois ônibus da caravana petista, nesta terça (27). Mas o direito de atirar, porém, não ficou de fora do discurso. Ele defendeu que "a Polícia Militar, em defesa do povo, atire para matar". "Faremos voltar a valer a força."

Usou uma metáfora para dizer que derrotará os opositores de esquerda. "Agora vão ver a direita. Vão levar um cruzado de direita."

Do lado de fora, ambulantes vendiam camisetas com o rosto do pré-candidato estampado. A unidade custava R$ 39, mas uma promoção anunciava três por R$ 100.

Lula era o alvo principal dos militantes. Um homem de chapéu e botas brancas levava consigo uma caixa com uma dúzia de ovos onde estava impressa a imagem do ex-presidente.

Em um ponto, pelo menos, os ativistas pró-Bolsonaro e os lulistas estão do mesmo lado. Assim como nos protestos do PT, a imprensa foi alvo. O canto preferido é "o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo", usado por petistas em outras campanhas.
Bolsonaro seguiu depois de carro até Ponta Grossa, no interior paranaense.

Temer

O presidente Michel Temer também se manifestou sobre os ataque sofridos pela comitiva de Lula. Segundo ele, foi "uma pena" que os ônibus da tenham sido atingidos por tiros. "É uma pena que tenha acontecido isso, porque vai criando um clima de instabilidade no país, de falta de pacificação, que é indispensável no presente momento", disse Temer em entrevista à rádio Bandnews de Vitória, no Espírito Santo.

"Devo dizer também, que na verdade, essa onda de violência não foi pregada talvez por aqueles que tomaram essa providência, talvez tenha sido, tenha começado lá atrás. E a história de uns contra outros realmente cria essa dificuldade que gera atritos dessa natureza", afirmou.

Ainda na entrevista, o presidente comentou as declarações do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin, de que sua família vem sofrendo ameaças.

Relator da Lava Jato no STF, o magistrado fez os comentários durante entrevista à GloboNews. O presidente disse que os relatos mostram "um clima muito ruim". "Ainda ontem eu falava com o nosso ministro da Segurança, o Raul Jungmann, que estava preocupado com o dia 4, dia do julgamento da matéria relativa ao ex-presidente Lula. E claro que aqui estamos todos tomando todas as providências para que não haja conflito, mas é preocupante", comentou.

O STF retoma no dia 4 de abril o julgamento de um pedido de habeas corpus preventivo apresentado pela defesa de Lula para evitar a prisão do ex-presidente, já condenado na Lava Jato.

Outro pré-candidato, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou em rede social que o ataque sofrido pelo ex-presidente petista, de quem foi presidente do Banco Central, é inadmissível.

Agreste No Ar / Informações da Folha de PE

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