segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Câmara dos deputados gasta R$ 13,2 milhões em comissões especiais

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A um ano de encerrar a legislatura na Câmara, o número de comissões especiais abertas já bateu todos os recordes. Desde 1.º de fevereiro de 2015, quando parlamentares tomaram posse, foram instalados 148 colegiados temporários para discutir os mais variados temas, muitos deles sem apresentar resultados efetivos.
Cerca de 120 comissões ainda continuam em funcionamento e terão os trabalhos retomados na volta do recesso. Cada uma delas dispõe de orçamento de até R$ 10 mil por mês para custear despesas. O gasto anual pode chegar a R$ 13 milhões.R$ 13,2 milhões.
Na legislatura anterior, foram criadas 130. O número de comissões parlamentares de inquérito (CPIs) pulou de 4 para 15. Técnicos associam o aumento no ritmo da atividade ao período presidido por Eduardo Cunha (MDB-RJ), hoje preso pela Lava Jato.
Michel Temer recomendou a seus principais ministros na reunião de ontem uma ofensiva sobre o Congresso para reduzir a resistência ao programa de privatização, principalmente do setor elétrico.
O governo argumenta que a medida vai ajudar na retomada do crescimento econômico, melhorar a qualidade dos serviços prestados e reduzir a corrupção com o corte de cargos por indicação política.
Arlon Viana, chefe do gabinete da Presidência em São Paulo, disse no Twitter que Temer é “o mais preparado e forte para enfrentar estorvos, enrascadas, adversidades e infortúnios” entre os pré-candidatos ao Palácio do Planalto.
Amigo pessoal de Temer, Viana classificou Rodrigo Maia como “um presidente de Câmara razoável” e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, “apenasmente” como um “bom economista”.

Coluna do Estadão

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