sábado, 16 de dezembro de 2017

PT - PSB, uma aliança que precisará ser explicada em 2018

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Com a saída dos ministros da base de Paulo Câmara, e posteriormente o senador Fernando Bezerra Coelho, que debandaram para a oposição, o PSB prontamente começou as articulações com vistas a atrair o PT para a Frente Popular, e a empreitada ao que parece deu certo, quando há sinais claros  de que os partidos voltarão a marchar juntos seis anos depois da ruptura pela prefeitura do Recife em 2012.
É importante fazer um recorte de diferenças entre o petismo e o lulismo, pois o primeiro segue fragilizado, enquanto o segundo ainda goza de muito prestígio perante os pernambucanos. A presença de Lula candidato no palanque de Paulo Câmara é indubitavelmente um grande ativo para o governador nos grotões do estado, que ajudará a quebrar qualquer resistência nestas regiões na busca pelo segundo mandato. Porém, em Lula não sendo candidato por ter sido condenado em segunda instância, o tiro de ter o PT no palanque pode sair pela culatra, uma vez que o eleitor metropolitano, sobretudo o da capital, é mais informado sobre os acontecimentos e pode se negar a entender a aliança do governador com o PT.
Fazendo uma avaliação de quando Eduardo Campos se elegeu em 2006, os votos do PSB eram em sua maioria dos grotões e das camadas mais populares, tanto que na região metropolitana ele praticamente inexistiu no primeiro turno. Ao longo do seu governo, por realizar uma gestão desenvolvimentista, Eduardo quebrou resistências e conquistou a classe média metropolitana que se negava a votar no PSB e em Miguel Arraes.
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O êxito de Eduardo nestas classes sociais acabou impactando positivamente para Paulo Câmara que ganhou a confiança do eleitorado metropolitano em 2014 e emplacou uma acachapante derrota a Armando Monteiro na região que concentra a maior fatia dos eleitores do estado. Com vistas a 2018, ao que parece Paulo Câmara terá Jarbas Vasconcelos e Humberto Costa no seu palanque, podendo ambos disputarem o Senado na sua chapa, o que pode não ser muito bem interpretado pelo eleitorado mais informado e consequentemente formador de opinião, devido o antagonismo de Jarbas e Humberto que foi travado ao longo de muitos anos no estado.
Essa mistura que está sendo costurada parece ser algo que terá que ser muito bem explicado pelo governador Paulo Câmara, uma vez que Eduardo quando decidiu se juntar a Jarbas se afastou do PT porque sabia que não havia espaço para Jarbistas e petistas no mesmo condomínio da Frente Popular. Se Paulo Câmara conseguir colocar Jarbas Vasconcelos e Humberto Costa no mesmo palanque, tendo os dois candidatos ao Senado na sua chapa, e ainda assim sair vitorioso, estaremos diante de um fenômeno da política pernambucana mais sagaz e mais visionário que Eduardo Campos, porque essa mistura tem tudo pra ser incompreendida pelo eleitor.
Informações Blog do Edmar Lyra

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