quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Saída de Bruno Araújo do ministério ajudou a viabilizar a Reforma da Previdência

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Foto: JC Online
A decisão de Bruno Araújo de deixar o ministério das Cidades por conta do impasse envolvendo a posição do PSDB em relação ao governo Michel Temer acabou tendo um impacto extremamente positivo para o Palácio do Planalto porque a vaga aberta por Bruno e ocupada por Alexandre Baldy ajudou a diminuir a temperatura na conturbada relação entre o presidente da Câmara Rodrigo Maia e o presidente Michel Temer.
Indicado por Maia com o aval do centrão, Baldy acabou adoçando a boca do grupo que vem sendo muito fiel ao Palácio do Planalto em todas as votações, sobretudo nas duas denúncias contra Michel Temer, mas que estava ameaçando se rebelar e inviabilizar a reforma da Previdência. Com a mudança do comandante das Cidades, Temer já teria mais de 270 votos para aprovar a reforma na Câmara, porém são necessários 308 votos para que ela seja aprovada e tramitada em outras votações na Câmara em segundo turno e no Senado. Esses 40 votos restantes são muito possíveis de serem conquistados com os mecanismos que o governo tem para atingir seus objetivos.
No texto que foi apresentado pelo deputado Arthur Maia, relator da reforma, a idade mínima será de 65 para homens e 62 para mulheres, ficou estabelecido que o segurado contribuirá durante 40 anos para receber integralmente o seu benefício. Já a contribuição mínima ficou de 15 anos para o regime geral e 25 anos para servidores públicos, o que garante 60% da média da contribuição para o setor privado e 70% para o setor público.
Caso seja aprovada a reforma da Previdência, o Brasil estará dando mais um importante passo para o ajuste das contas públicas e mais do que isso, consolidará a retomada da economia, uma vez que no médio prazo, o país terá maior capacidade de investimento. Se concretizando a reforma, que estava indo para o vinagre, o presidente Michel Temer pode atribuir parte do mérito a decisão de Bruno de entregar o cargo e permitir acomodações que ensejaram numa reaglutinação da base governista e consequentemente encaminhou a aprovação da urgente e necessária reforma da Previdência.
Informações Edmar Lyra

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