quarta-feira, 22 de novembro de 2017

O risco de implosão da base de Paulo Câmara em Caruaru

As eleições de Caruaru em 2016 trouxeram uma fatura indigesta para o Palácio do Campo das Princesas, que chegou a garantir o PSB a Raquel Lyra e depois acabou tomando para entregar a Jorge Gomes, que foi o candidato de Paulo Câmara e de José Queiroz. O governo Paulo Câmara teve três candidatos no primeiro turno, que foram Jorge Gomes, Erick Lessa e Tony Gel. Raquel Lyra teve que ir para o PSDB para entrar na disputa.
Apesar de ter lançado Jorge Gomes, que também disputou com o apoio de José Queiroz, o Palácio viu seu candidato amargar o quarto lugar na disputa. Erick Lessa que era uma espécie de Plano B de Queiroz acabou morrendo na praia, ficando em terceiro lugar e consequentemente de fora do segundo turno entre Raquel e Tony Gel.
Na segunda etapa da disputa, o Palácio levou João Campos, Raul Henry, Jarbas Vasconcelos, Paulo Câmara e tantos outros para o palanque de Tony Gel, mas de nada adiantou, Raquel Lyra acabou vitoriosa com uma diferença maior do que a melhor projeção que lhe dava a vitória, e impôs uma fragorosa derrota ao PSB. Como Raquel e José Queiroz não se entenderam em Caruaru, o Palácio se aproximou de José Queiroz, entregando-lhe a secretaria de Agricultura, fato este que desagradou integrantes da base tanto de fora quanto de dentro de Caruaru, e que vem gerando arestas que estão sendo difíceis de serem aparadas.
O fato é que a base de Paulo Câmara está completamente pulverizada em quatro grupos, o de José Queiroz, o de Tony Gel, o de Laura Gomes e o de Erick Lessa, e quem tem muitos apoiadores numa cidade corre o risco de acabar desagradando todo mundo. O único político que conseguiu juntar quase todo mundo no seu palanque em Caruaru foi Eduardo Campos, mesmo assim vez por outra tinha que atuar como bombeiro na conturbada relação entre José Queiroz e João Lyra Neto. Eduardo era um artífice do entendimento, fato que não se repete nos atuais integrantes do Palácio.
O isolamento que estão querendo impor a Raquel Lyra em Caruaru pode terminar o tiro saindo pela culatra, uma vez que o eleitor pode não entender muito bem a presença de tanta gente no mesmo palanque e culminar não só no risco de derrota de alguns atores, como também no de implosão do palanque do governador por falta de identidade política de tanta gente que quase nunca se entendeu e que agora estará dividindo o mesmo projeto mas com interesses conflitantes dentro da cidade.
Informações Edmar Lyra

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