quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Mendonça deu a volta por cima e chega fortalecido em 2018

A eleição de 2012 significou o pior momento político de Mendonça Filho, pois havia perdido o seu pai, o ex-deputado José Mendonça em 2011, e disputou a prefeitura do Recife isolado. Muitos chegaram a sacramentar o fim da carreira política do ex-governador devido a votação obtida naquela disputa, que foi menos de 20 mil votos. Na eleição seguinte, precisou se aliar a Eduardo Campos para seguir na vida pública. Candidato a deputado federal pela Frente Popular, Mendonça ficou em penúltimo na coligação, com 88.250 votos, e então passou a ter uma postura mais incisiva contra o governo Dilma, pois já era o líder do DEM na Câmara e acabou mantido ao logo de 2015.
Foi a partir da reeleição e da postura incisiva de opositor a Dilma que Mendonça ganhou destaque nacional, pois foi um dos propulsores do impeachment na Câmara dos Deputados. Com a consumação da queda de Dilma, Mendonça assumiu o MEC no governo Michel Temer. Era a chance que a política dava a ele pra se reconstruir. Ele não se fez de rogado e mesmo sob forte rejeição dos profissionais da educação, foi imprimindo um ritmo de trabalho que pouco a pouco silenciou as críticas.
Executou o novo Ensino Médio, realizou o ENEM de forma mais organizada e retomou os investimentos na educação que colcocaram o setor como uma das vitrines do governo Michel Temer. Hoje, Mendonça é praticamente uma unanimidade no meio político, até adversários reconhecem o quanto ele vem fazendo um trabalho extraordinário a frente do MEC. Com o belo trabalho, Mendonça que deve ficar até abril de 2018 no cargo, se torna um ator imprescindível na equação da eleição do ano que vem.
Mendonça teria hoje condições de ser o candidato do Democratas a presidente da República, pois é provável que Rodrigo Maia, Ronaldo Caiado e ACM Neto disputem as eleições estaduais. Também poderia ser candidato a vice-presidente numa composição realizada por uma coalizão dos partidos de sustentação ao governo Michel Temer. Mas ainda que não seja alçado ao plano nacional, em Pernambuco poderá ser candidato a governador, a senador ou buscar uma reeleição para a Câmara dos Deputados, porém diferentemente de 2014, Mendonça passa a ser um político protagonista da política estadual, o que lhe daria uma reeleição para a Câmara Federal com chances de ser um dos mais votados.
Mendonça é de longe o ministro pernambucano mais vistoso dentre os três que restaram. Mais maduro e com a experiência de ter sido governador de Pernambuco, ele não poderá ter sua força menosprezada na equação da sucessão de Paulo Câmara em 2018.
Por Edmar Lyra

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