terça-feira, 17 de outubro de 2017

Com fissuras e deterioração, relatório aponta risco de Jucazinho romper

Em colapso, a barragem de Jucazinho, terceiro maior reservatório do Estado, com capacidade para 327 milhões de metros cúbicos de água, integra a lista de obras com estruturas físicas comprometidas. O diagnóstico está no relatório anual divulgado pela Agência Nacional de Águas (ANA), que aponta 25 barragens no País em péssimas condições e com risco de rompimento.
Localizada em Surubim, Jucazinho apresenta fissuras e deterioração no concreto. Hoje sem operar devido à escassez hídrica, o sistema abastecia algumas cidades da região, entre elas Santa Cruz do Capibaribe, Riacho das Almas, Cumaru e Gravatá.
Para chegar ao resultado, a ANA consultou 29 instituições fiscalizadoras de segurança de barragens. Dessas, apenas nove responderam, listando 25 contenções em situação de risco. O relatório elaborado pela agência é enviado ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH). Em seguida, o CNRH o encaminha ao Congresso Nacional.
Em relação a Jucazinho, o documento aponta como alto o Potencial Associado (DPA) e a Categoria de Risco (CRI). Das 25 barragens,16 são públicas e nove, privadas, sendo a maioria ligada ao agronegócio. Nenhuma delas tem relação com mineração ou geração de energia.

Resposta

Procurada, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) informou que, embora tenha operado com Jucazinho, a manutenção é feita pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), órgão vinculado ao Ministério da Integração.
Por sua vez, o Ministério da Integração informou que os serviços de recuperação e o reforço das estruturas da barragem de Jucazinho foram feitos, com investimento de R$ 8,2 milhões.
“O próximo passo será a execução das obras de modernização da barragem. A licitação para essa etapa está sendo preparada pela equipe técnica. A previsão inicial de investimento é de R$ 35 milhões”, adiantou o ministério.

Com informações da Folha/PE

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