quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Após ascensão PSDB mostra fragilidade para as eleições de 2018

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Um dos partidos mais importantes para o ordenamento econômico do país, pois foi durante o governo FHC que o Plano Real se consolidou, o PSDB perdeu as últimas quatro eleições presidenciais com três candidatos diferentes. Com o desmantelamento do governo Dilma Rousseff, o PSDB tinha que apontar um norte para o Brasil, porém viu seu candidato em 2014, Aécio Neves, entrar no olho do furacão da Lava-Jato, o que fragilizou o partido e suas pretensões.
Como se não bastasse o ostracismo de Aécio, o partido continua sem se entender não só em relação ao governo Michel Temer, pois uma parte defende a entrega dos cargos e a abertura da denúncia contra o presidente, a outra prefere seguir apoiando o governo, bem como em relação a quem será o seu candidato a presidente numa briga fratricida entre Geraldo Alckmin e João Doria.
Em Pernambuco não é diferente, apesar de Bruno Araújo ter sido lançado a um cargo majoritário pelos integrantes do diretório estadual, nos bastidores ninguém acredita que Bruno topará entrar numa bola dividida tendo uma reeleição de deputado federal líquida e certa. Pesa em relação a decisão do ministro o fato de não querer arriscar perder o foro privilegiado para não ter futuras complicações.
Não obstante a dúvida de Bruno Araújo quanto a entrar numa disputa majoritária, o clima no partido não é bom, pois deverão sair da sigla o ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes Elias Gomes e o seu filho, o deputado federal Betinho Gomes, que por mais que estejam fragilizados eleitoralmente, suas saídas terão um peso negativo para o partido, uma vez que sairão dois políticos com perfil metropolitano.
O PSDB segue sem saber que caminho tomar, tanto no âmbito nacional quanto no local, e isso tem fragilizado muito o partido, pois a sensação que se tem é que lhe falta comando, rumo e principalmente perspectiva de poder nas duas esferas. É possível que o partido saia novamente derrotado pra presidente, se lançar candidato, e em Pernambuco sequer tenha coragem de apresentar um nome majoritário.
Informações Edmar Lyra

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