quinta-feira, 1 de junho de 2017

Incerteza sobre o governo Temer deixou ministros pernambucanos enfraquecidos

Os ministros da Educação Mendonça Filho e das Cidades Bruno Araújo nunca esconderam de ninguém o desejo de disputar uma eleição majoritária em 2018, sendo Mendonça cotado para o Senado e Bruno numa posição mais tranquila, podendo ser candidato a senador ou a governador nas eleições do ano que vem.
Eles não contavam com a hecatombe envolvendo o presidente Michel Temer que deixaria o governo em xeque e por conseguinte seus projetos majoritários na mesma situação. Bruno além de ser ministro de um governo rejeitado e agora mais do que nunca moribundo, teve uma postura inaceitável para quem planeja virar um quadro majoritário, que foi de imediatamente colocar o cargo à disposição do presidente tão logo foi deflagrada a crise envolvendo Joesley Batista e Michel Temer.
Como se não bastasse a postura fraca de Bruno, ele também tem outro complicador para seus projetos majoritários que é o fato de integrar o quadro de investigados da Lava-Jato e isso poderá inviabilizá-lo politica e eleitoralmente nos próximos meses, sendo como caminho restante buscar a reeleição para a Câmara Federal.
O PSDB tem uma situação mais tranquila, pois Daniel Coelho e Bruno Araújo teriam em tese reeleições para a Câmara Federal garantidas, com apenas Betinho Gomes com maiores dificuldsdes de reeleição. Já o Democratas só tem Mendonça para apresentar para a Câmara Federal e não pode se dar ao luxo de entrar numa aventura majoritária em 2018, sobretudo neste momento de extrema dificuldade do governo Temer.
Com dois partidos que ensaivam vôo solo em 2018 por ter ministros no governo Temer enfraquecidos após os fatos recentes, já há um entendimento no meio político que que PSDB e DEM pensam duas vezes na possibilidade de romper definitivamente com a Frente Popular. Um figurão tucano considera que o partido não pode trocar o certo pelo duvidoso e neste momento a prioridade dos dois partidos é manter o que já tem, que são os mandatos que já possuem, e não há caminho melhor para 2018 do que marchar novamente com a Frente Popular.
Blog do Edmar Lyra

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