domingo, 21 de maio de 2017

Réu em cinco inquéritos, Lula diz que PT pode ensinar a combater a corrupção

O ex-presidente Lula disse que o PT pode ensinar a combater a corrupção com os mecanismos criados durante os anos em que a sigla esteve no poder. A declaração ocorreu neste sábado (20), durante discurso de posse da direção do diretório municipal do partido em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.
“Hoje o PT pode ensinar, inclusive, a combater a corrupção. Ninguém na história desse país criou mais mecanismos o para combater a corrupção do que 12 anos de PT no governo. A Polícia Federal é o que é por causa do PT, o Ministério Público é o que é hoje porque na [Assembleia] Constituinte de 1988, companheiros como o [José] Genoíno brigaram pela autonomia do Ministério Público, que antes era um apêndice do Ministério da Justiça”, discursou Lula.
Réu em cinco inquéritos na operação Lava Jato, Lula afirmou que a punição de empresários que cometeram atos ilícitos não pode prejudicar as empresas. “Tem de punir empresário que roubou? Tem, mas não pode destruir a empresa, porque quem paga é o trabalhador que não tem nada que ver com isso”, disse, mencionando as perdas de vagas na construção civil e na indústria naval.
Lula defendeu que as investigações respeitem o Estado de Direito “Não queremos virar um estado policial, respeitem as leis. Defendemos que as acusações sejam democraticamente julgadas. Vale PT, PMDB, procuradores, juízes, papa, todo mundo. Lei é lei. Não existe nenhuma instituição maior que a outra”.
Lula também mencionou o processo de impeachment da ex-presidente Dilma, chamando-o de “golpe”, e o correlacionou com a atual crise econômica.
“Até um tempo atrás, o Brasil era o País mais otimista do planeta Terra. Tínhamos a expectativa que, em 2016, o Brasil seria a 5ª economia do mundo. Lamentavelmente, isso não aconteceu. O golpe fez com que o Brasil chegasse aonde chegou”.
O petista ainda afirmou que o objetivo do “golpe” não era melhorar o País ou combater a corrupção, mas sim, segundo ele, por uma vontade de “entregar a economia ao capital estrangeiro”.
Informações Mário Flávio

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